Educação
O impacto das telas na alfabetização infantil tem moldado a nova era do ensino? Entenda como isso ocorre nos dias de hoje
Dificuldades de leitura e escrita têm aparecido com mais frequência na alfabetização, e o tempo de tela virou parte central dessa conversa. Um artigo de 2025 discute impactos do uso excessivo de telas na aprendizagem infantil e reforça a importância de avaliações criteriosas. Entenda o tema e descubra como transformar seu TCC em artigo publicado.
O silêncio na sala de aula chama atenção.
Não é bagunça, não é indisciplina. É dispersão.
Crianças sentadas, olhos perdidos, dificuldade em acompanhar uma leitura simples, resistência para escrever. Para muitos professores, esse cenário deixou de ser exceção e passou a ser rotina. E a pergunta surge quase automaticamente: o que está acontecendo com o processo de alfabetização?
Entre muitas causas possíveis, um fator aparece com frequência — e costuma ser subestimado: o tempo de exposição às telas.
O impacto do tempo de tela na aprendizagem infantil
A infância mudou e a forma de aprender mudou junto.
Celular, tablet, televisão, jogos digitais. A tecnologia entrou cedo na vida das crianças e, em muitos casos, ocupa horas que antes eram preenchidas por brincadeiras, interação social, leitura compartilhada e experiências sensoriais.
O ponto não é “demonizar” tecnologia.
O alerta está no desequilíbrio.
A alfabetização é um processo que pede repetição, constância, tentativa, erro e construção. Ela precisa de um tipo de atenção que cresce com o tempo , não de estímulos que explodem a cada segundo. Em outras palavras: pede tempo e presença.
Relação entre telas e alfabetização infantil
Quando o digital vira o centro da rotina, atividades que exigem foco e esforço progressivo passam a competir com um estímulo muito mais imediato.
Na prática, isso pode aparecer como:
- dificuldade em manter atenção em tarefas mais longas
- resistência para leitura e escrita
- impaciência com atividades que exigem sequência e continuidade
- menor tolerância ao “processo” (que é parte do aprender)
E esse é o tipo de coisa que não dá para medir só no “feeling”. Dá para observar, comparar, estudar e analisar , inclusive em pesquisas acadêmicas.
Tempo de tela na infância pode atrapalhar leitura e escrita?
Aqui entra um trecho delicado, e muito real: o risco de interpretações apressadas.
Em cenário de baixo rendimento escolar, inquietação ou desatenção, cresce a busca por explicações rápidas. O problema é quando o contexto (rotina, estímulos, ambiente familiar e escolar) não é analisado com profundidade.
O que poderia estar ligado a superestimulação e hábitos desorganizados pode acabar sendo confundido com um transtorno, gerando encaminhamentos inadequados e decisões que não atacam a causa.
E o mais interessante é que essa preocupação já está sendo discutida de forma estruturada (com base teórica, análise e referências) no campo acadêmico.
A pergunta que virou artigo científico
O que começou como inquietação cotidiana ganhou forma de pesquisa.
Um bom exemplo é o artigo “Os Impactos do Uso Excessivo de Telas na Aprendizagem da Criança em Fase de Alfabetização”, assinado por Priscila Daniele de Moraes da Silva e Simone Coutinho Dias Gobi, publicado na Revista Evolucione – Volume 4, Nº 3 (2025). (revistaevolucione.ibra.edu.br)
A leitura prende por um motivo: ela não fica no “achismo”. O texto discute consequências possíveis do uso excessivo de telas no desenvolvimento infantil e no processo de alfabetização e levanta um ponto que provoca reflexão: o crescimento de falsos diagnósticos de TDAH associado à superestimulação digital, reforçando a necessidade de avaliações criteriosas diante de dificuldades de aprendizagem. (revistaevolucione.ibra.edu.br)
O que dizem diretrizes e recomendações sobre telas na infância
Quando o assunto é infância, desenvolvimento e aprendizagem, recomendações oficiais ajudam a colocar o tema em perspectiva.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou diretrizes que reforçam a redução do comportamento sedentário e a necessidade de equilibrar a rotina de crianças pequenas com sono adequado, movimento e brincadeira, dentro desse conjunto, a exposição a telas entra como ponto de atenção, principalmente quando substitui atividades essenciais do desenvolvimento.
Isso não “resolve” a alfabetização, mas dá um norte: tela não pode ocupar o espaço do que constrói base, interação, linguagem, leitura e experiências concretas.
Por que esse assunto vira pesquisa publicável
Quando um tema envolve criança, aprendizagem e rotina, ele deixa de ser “polêmica de internet” e vira um território legítimo para pesquisa, porque existe algo que a academia valoriza muito: consequência prática.
No caso de telas e alfabetização, não estamos falando de preferência pessoal. Estamos falando de um comportamento que pode mexer com atenção, linguagem e hábitos de estudo, justamente na fase em que a criança está construindo a base da leitura e da escrita. E isso explica por que esse tipo de recorte ganha força em trabalhos acadêmicos: ele nasce onde a realidade aperta.
Além disso, há um detalhe que dá sustentação científica ao tema: existem diretrizes oficiais que funcionam como referência para delimitar o problema e evitar generalizações. As recomendações da OMS sobre infância, sedentarismo, sono e tempo de tela ajudam a transformar o debate em recorte pesquisável, principalmente quando o objetivo é comparar rotina real e impactos observados no contexto escolar. (fonte: PDF oficial da diretriz OMS)
É exatamente nesse ponto que um TCC deixa de ser “só um texto de conclusão” e vira material com potencial de publicação: quando ele apresenta um caminho claro entre o que se observa e o que se demonstra.
Na prática, isso costuma aparecer quando o trabalho:
- Delimita o problema (ex.: tempo de tela e foco em atividades de alfabetização)
- Define o recorte (faixa etária, tipo de uso, contexto escolar/familiar)
- Usa referências e diretrizes para sustentar a análise
- Discute implicações reais para escola e família
O resultado é o tipo de contribuição que não fica preso à banca, porque outras pessoas conseguem ler, aplicar, discutir e avançar a partir dela.
Onde pesquisas assim ganham espaço para circular
Foi exatamente esse caminho que levou o tema até uma publicação científica: a Revista Evolucione, vinculada à Faculdade IBRA, que reúne produções acadêmicas e pesquisas em diferentes áreas, com edições digitais e alcance ampliado. (revistaevolucione.ibra.edu.br)
E aqui está um ponto importante: a revista funciona como um destino natural para trabalhos que não merecem ficar parados após a banca — pesquisas que conectam teoria e prática e ajudam outros profissionais a pensar melhor sobre problemas atuais.
Seu TCC pode ir além da banca
Quantas situações você já observou na sua área que renderiam um bom recorte acadêmico?
Quantas vezes seu TCC resolveu um problema real, mas ficou parado depois da entrega?
O artigo sobre o impacto das telas na alfabetização infantil não começou como “um artigo”. Começou como uma inquietação que muita gente vive, e alguém decidiu levar até o fim. (revistaevolucione.ibra.edu.br)
Talvez o seu trabalho esteja no mesmo ponto agora: com conteúdo, estrutura e relevância, só esperando o próximo passo.
👉 Explore as edições publicadas da Revista Evolucione e entenda como transformar seu TCC em artigo científico. (revistaevolucione.ibra.edu.br)
