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Há vagas, mas faltam profissionais preparados: por que a qualificação se tornou urgente em 2026
80% dos empregadores brasileiros não encontram profissionais qualificados. O dado é do ManpowerGroup e se repete pelo quarto ano consecutivo. Entenda por que qualificar-se deixou de ser estratégia e virou urgência.
Oito em cada dez empresas no Brasil estão com vaga aberta que não conseguem preencher. Não por falta de candidatos — por falta de candidatos com as competências necessárias.
Esse é o dado central da Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, conduzida com mais de 39 mil empregadores em 41 países, incluindo 1.020 empresas no Brasil. E o que torna o número mais revelador do que qualquer estatística de desemprego é o seguinte: o índice brasileiro permanece praticamente inalterado nos últimos quatro anos — 80% em 2023, 80% em 2024, 81% em 2025 e 80% em 2026. A estabilidade em patamar elevado evidencia que as empresas continuam enfrentando dificuldades consistentes para encontrar os profissionais de que precisam.
Quatro anos no mesmo lugar. Isso não é flutuação de mercado. É um problema estrutural.
O Brasil acima da média — pelo quarto ano seguido
O índice brasileiro de 80% permanece acima da média global, de 72%, e confirma que a escassez de talentos deixou de ser um problema pontual para se tornar um desafio estrutural da gestão empresarial.
Para ter dimensão do que isso significa: China registra 48% de empregadores com dificuldade de contratação. Finlândia, 60%. O Brasil perde apenas para Taiwan e Hong Kong no ranking global de dificuldade de contratação.
Em 2019, o índice brasileiro era de 52%. Desde 2022, passou a oscilar em torno de 80%. Em menos de quatro anos, o problema quase dobrou — e não voltou.
Quem sente mais: os setores mais afetados
O segmento de serviços profissionais, científicos e técnicos lidera o ranking de dificuldade, com 85% dos empregadores relatando problemas para contratar. Em seguida vem o setor de informação, com 83%. Comércio e logística, hospitalidade, manufatura, serviços públicos e recursos naturais aparecem empatados em 79%. Construção e setor imobiliário registram 77%.
No recorte por estado, São Paulo aparece em primeiro lugar: 88% dos empregadores paulistas relatam dificuldade para contratar. Em seguida vêm Minas Gerais com 85% e Rio de Janeiro com 80%.
O dado por porte de empresa desfaz o mito de que o problema é só das grandes corporações. Entre empresas com menos de dez funcionários, 72% apontam dificuldade para contratar. O percentual sobe para 75% nas companhias de 10 a 49 colaboradores, chega a 79% nas organizações de 50 a 249 empregados e alcança 81% nas que têm de 250 a 999 profissionais. O maior índice foi registrado entre empresas com 1 mil a 4.999 trabalhadores, faixa em que 90% dos empregadores relatam escassez.
O que as empresas estão fazendo — e o que isso revela
A resposta mais comum ao problema não é contratar mais. É treinar quem já está dentro. Globalmente, a principal estratégia adotada pelos empregadores é upskilling e reskilling dos colaboradores atuais (27%). No Brasil, o desenvolvimento interno é prioridade, com 44% dos empregadores apontando essa como principal estratégia — índice significativamente superior ao global.
Isso tem uma leitura direta para o profissional: as empresas preferem desenvolver quem está dentro a buscar quem está fora. O profissional que se qualifica continuamente tem mais chances de ser o alvo desse desenvolvimento — e de ser promovido antes de precisar mudar de empresa.
O que os empregadores estão procurando — e não encontrando
Entre as habilidades comportamentais mais valorizadas pelos empregadores brasileiros estão profissionalismo e ética no trabalho, comunicação e trabalho em equipe, adaptabilidade e disposição para aprender, pensamento crítico e resolução de problemas e letramento digital.
Não é só competência técnica. Apenas 37% dos empregadores ainda veem diplomas como indicador confiável de talento — o que não significa que o diploma perdeu valor, mas que ele precisar vir acompanhado de competências demonstráveis. O profissional com diploma e capacidade de aplicar o que aprendeu é mais raro do que parece — e é exatamente o que o mercado não consegue encontrar.
O que o EaD tem a ver com isso
A resposta do sistema educacional a esse gargalo não pode depender só das empresas treinando internamente. O profissional que quer estar no grupo dos que são disputados — e não dos que ficam de fora — precisa tomar a iniciativa da própria qualificação.
O EaD existe como resposta prática a esse cenário. Em dez anos, o número de matrículas em cursos de EaD de ensino superior aumentou 286,7% no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior 2024 do INEP. Pela primeira vez na história, 50,7% dos estudantes de graduação estão matriculados na modalidade a distância.
Esse crescimento não aconteceu por acaso. Aconteceu porque o perfil do estudante mudou — e o EaD se adaptou a ele. O profissional que trabalha oito horas, tem família, tem conta a pagar e precisa estudar sem parar a vida encontrou no EaD o formato que cabe na sua realidade. Aula no horário disponível, plataforma que não some depois de uma semana, diploma com a mesma validade legal do presencial.
O novo marco regulatório do Decreto nº 12.456/2025 elevou o padrão de qualidade exigido das instituições EaD — o que significa que o diploma emitido por um Centro Universitário reconhecido hoje carrega mais respaldo do que carregava há cinco anos.
O que fazer com essa informação
A pesquisa do ManpowerGroup não é um diagnóstico de mercado para líderes de RH. É, antes de tudo, um mapa de oportunidade para o profissional que está lendo isto.
Se 80% das empresas não encontram quem precisam, e você se qualificou na área certa, você não está concorrendo com a maioria — está numa fatia de mercado com demanda real e oferta insuficiente. Esse é o posicionamento mais estratégico que qualquer profissional pode construir.
E o primeiro passo é simples: decidir o que você vai estudar e começar antes de o próximo relatório de escassez de talentos sair com o mesmo número.
O Centro Universitário IBRA oferece graduações, pós-graduações e MBAs reconhecidos pelo MEC, nas áreas com maior escassez de profissionais no mercado brasileiro — Tecnologia, Saúde, Educação, Gestão e Agronegócio — na modalidade EaD, com início rápido. Conheça os cursos em ibra.edu.br e posicione-se no lado certo da pesquisa do próximo ano.
Fontes:
- ManpowerGroup — Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026 (39.063 empregadores em 41 países, outubro 2025)
- ManpowerGroup — Pesquisa de Expectativa de Emprego Q2 2026
- INEP — Censo da Educação Superior 2024
- Decreto nº 12.456/2025 — Marco regulatório do EaD
